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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Sphurtis Bhakti Sandarbha 256 e os estágios de Bhakti / and the stages of Bhakti

PORTUGUÊS / ENGLISH

1 - Os três acaryas dizem a mesma coisa. Em bhajana kriya, começa a meditação smarana de nama, rupa, guna, seva e lila.

Em nistha, começa a intensificar-se. Mas eles explicam que mesmo em nistha este smarana não é fixo. Ele é inconstante.

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No estágio de Bhajana Kriya, a meditação no Senhor é momentânea, com um toque de temas materiais. No estágio de meditação Niṣṭha, há um vestígio de outros tópicos...

Visvanatha Madhurya Kadambini 8.12

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Agora, serão considerados os diferentes estágios de meditação sobre as qualidades, associados, serviço e passatempos do Senhor. A meditação procede em cinco fases:
1) O primeiro passo é simplesmente designado por Smaraṇa e é definido como um reflexo irregular……………

Jiva Gosvami Bhakti Sandarbha (278)

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Smaraṇa é o estágio inicial da recordação, onde o praticante medita sobre o seu ekādaśa–bhāva (siddha-deha) em relação ao seu serviço ao casal Divino durante as oito horas do dia (aṣta–kāla). Mesmo assim, porém, esta recordação é inconsistente e imperfeita. Por vezes, a pessoa consegue lembrar-se e, por vezes, há distração. Smaraṇa acaba por se tornar dhāraṇā ……………

Bhaktivinoda Harinama Cintamani 15.93

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2 - Quanto ao Krama de Nama, Rupa, Guna, Parikara, Seva e Lila.

Sphurti de Nama e Rupa em Nistha.
Sphurti de Guna, Parikara e Seva em Ruci.
Sphurti de Lila (Mantramayi) em Asakti.
Sphurti de Lila (Svarasiki) em Bhava.

Em nistha, o sadhaka medita em nama, rupa, guna, parikara, seva e lila. Mas nesta fase surge um impulso (shurti) para unir nama e rupa.

Na etapa seguinte, ruci, surge um impulso (sphurti) para unir nama, rupa, guna, parikara e seva.

Na etapa seguinte, asakti, surge um impulso (sphurti) para unir nama, rupa, guna, parikara, seva e lila.

Assim, em bhava e prema, sphurti já não é um impulso. Sphurti é o próprio Krsna a manifestar-se.

Ele diz que para passar de uma para a outra é preciso ter um sphurti.

Mas este sphurti não é o mesmo sphurti de um siddha.

Portanto, "unir o nome com a forma" (nama-rupa-ekatva) não significa que o sadhaka esteja a ter uma aparição objectiva de Krsna diante de si, como se já estivesse a ver Krsna com os olhos espirituais da forma característica de um siddha.

O contexto deste verso do Bhakti Sandarbha significa que o nome deixa de ser uma representação verbal abstracta e passa a evocar, de forma concreta e indissociável, a pessoa de Krsna e a Sua forma. O mesmo se aplica a guna, parikaka, seva e lila.

O sphurti inicial do BS 256 não está ao mesmo nível de uma manifestação directa de Krsna própria de um siddha. O BS 256 trata do sadhana. Sadhana krama.

O sphurti de Krsna para um siddha é que Ele, Krsna, aparece de facto.

O sphurti inicial é algo diferente.

E pode ser explicado assim: ao cantar o nome, a forma correspondente de Krsna torna-se progressivamente presente à consciência, até que o sadhaka já não experimente o nome como separado da forma que Ele significa.

À medida que a recordação de nama, rupa, guna, seva, lila se intensifica e progride de smarana para dharana, etc., intensifica-se também o sphurti correspondente.

O sphurti dos estágios iniciais não é o mesmo sphurti de um siddha.

Sphurthi de nistha, ruci e asakti, que fazem parte de sadhana bhakti, não é o mesmo sphurti que ocorre em bhava (bhava-bhakti).

Sphūrti (स्फूर्ति) tem vários significados = manifestação, flash na mente, inspiração.

Sphurti em smarana inicial (nistha) é apenas uma inspiração. E sphurti em anusmrti é uma manifestação mais profunda.

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No Bhakti Sandarbha 256, Sphurti significa simplesmente uma inspiração e não uma manifestação completa da forma de Krsna e das Suas qualidades, associados, serviço e passatempos.

Sphurti como manifestação completa ocorre apenas em Prema, quando o praticante se torna um Siddha. Isto é explicado no Madhurya Kadambini Oitava Chuva de Néctar, quando Srila Visvanatha Cakravarti explica Prema.

Srila Visvanatha Cakravarti explica que, quando Sphurti está pleno no estágio de Prema, Krsna manifesta a Sua forma, a Sua beleza, fragrância agradável, voz agradável, a Sua ternura, sabor agradável, generosidade e compaixão.

Samyak sphuriteṣv no BS 256 é outra coisa.

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O Bhakti-sandarbha 256 descreve explicitamente o sphurana como algo que se desenvolve progressivamente dentro do próprio sadhana, e não como algo que surge apenas após bhava.

Jiva Gosvami apresenta a sequência:

nama rupa guna parikara lila

Afirma que, após a purificação do antahkarana através do nama-sravana, rupa torna-se capaz de se manifestar; quando rupa se manifesta adequadamente, ocorre guna-sphurti; e quando nama, rupa, guna e parikara se manifestam adequadamente, lila-sphurti estabelece-se completamente.

Diz então que esta é a razão pela qual o sadhana-krama foi apresentado desta forma, e que o mesmo princípio se aplica ao kirtana e a smarana.

É por isso que acredito que se enquadra nas características de nistha, ruci e asakti:

Em nistha, a mente torna-se estável em bhajana, de modo que smarana se torna mais estável. Uma vez que rupa é a primeira manifestação específica descrita após a purificação, o rupa-sphurti parece aqui particularmente apropriado.

Em ruci, há um aprofundamento qualitativo adicional da meditação. A manifestação de guna, parikara e, por fim, seva torna-se cada vez mais proeminente. Isto ajusta-se a ruci porque ruci é caracterizado por uma atração positiva pelas práticas e objectos específicos de bhakti, em vez de uma mera estabilidade nos mesmos.

Em asakti, a atração liga-se ao próprio objecto de bhakti. Nesta altura, os vários elementos – nama, rupa, guna, parikara e seva – já não são experienciados como itens isolados, mas convergem cada vez mais dentro do contexto vivo de lila. Portanto, o lila-sphurti encaixa particularmente bem com asakti.

A base importante para esta interpretação é que o próprio BS 256 menciona "sphurana" e situa explicitamente esta manifestação progressiva dentro do "sadhana-krama".

A correspondência com nistha -> ruci -> asakti é, portanto, uma correlação interpretativa baseada nas características destes estágios.

Porque o sphurti de rupa em nistha encaixa bem com as características da fase nistha.

Porque o sphurti de guna, parikara e seva em ruci encaixa bem com as características da fase ruci.

Porque o sphurti de lila em asakti encaixa bem com as características da fase asakti.

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Ou seja, a meditação em nama, rupa, guna, parikara, seva e lila começa em bhajana kriya - nistha.

No entanto, os sphurtis ocorrem gradualmente à medida que o sadhaka progride através dos diferentes estágios.

Quer dizer:

Um sadhaka em nistha medita em nama, rupa, guna, parikara, seva e lila. Mas a sua meditação mais forte através de sphurtis está em nama e rupa. (Smarana)

Um sadhaka em ruci medita em nama, rupa, guna, parikara, seva, lila. Mas a sua meditação mais forte através de sphurtis é sobre nama, rupa, guna, parikara, seva. (Dharana)

Um sadhaka em asakti medita em nama, rupa, guna, parikara, seva, lila. E aqui a sua meditação mais forte através de sphurtis está em todos estes itens. (Anusmrti)


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ENGLISH

1 - The 3 acaryas say the same thing. In bhajana kriya, the smarana meditation of nama, rupa, guna, seva, lila begins.

In nistha, it starts to become more intense. But they say that even in nistha, this smarana is not fixed. It is inconstant.

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In the Bhajana Kriyā stage, meditation on the Lord is momentary, with a touch of material themes. In the Niṣṭha meditation stage, there is a trace of other topics…………

Visvanatha Madhurya Kadambini 8.12

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Now the different stages of meditation on the Lord's qualities, associates, service, and pastimes will now be considered. Meditation proceeds in five stages:
1) The first step is simply called Smaraṇa and is defined as an irregular reflex……………

Jiva Gosvami Bhakti Sandarbha (278)

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Smaraṇa is the initial stage of remembrance where the practitioner meditates on his/her ekādaśa–bhāva (siddha-deha) in relation to his/her service to the Divine couple during the eight hours of the day (aṣta–kāla). Even then however, this remembrance is inconsistent and imperfect. Sometimes one can remember and sometimes there is distraction. Smaraṇa eventually becomes dhāraṇā ……………

Bhaktivinoda Harinama Cintamani 15.93

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2 - Regarding Krama of Nama, Rupa, Guna, Parikara, Seva and Lila.

Sphurti of Nama and Rupa in Nistha.
Sphurti of Guna, Parikara and Seva in Ruci.
Sphurti of Lila (Mantramayi) in Asakti.
Sphurti of Lila (Svarasiki) in Bhava.

In nistha, the sadhaka meditates on nama, rupa, guna, parikara, seva, and lila. But at this stage, an impulse (sphurti) arises to unite nama and rupa. 

In the next stage, ruci, an impulse (sphurti) arises to unite nama, rupa, guna, parikara, and seva. 

In the following stage, asakti, an impulse (sphurti) arises to unite nama, rupa, guna, parikara, seva, and lila. 

Then, in bhava and prema, sphurti is no longer an impulse. Sphurti is Krsna Himself manifesting.   

He says that to pass from one to the other you need to have a sphurti.

But this sphurti is not the same sphurti of a siddha.

So "uniting the name with the form" (nama-rupa-ekatva) does not mean that the sadhaka is having an objective appearance of Krsna before him/her, as if he/she were already seeing Krsna with the spiritual eyes in the characteristic way of a siddha.

The context of this verse from the bhakti sandarbha means that the name ceases to be an abstract verbal representation and begins to evoke in a concrete and inseparable way the person Krsna and His form. The same for guna, parikaka, seva and lila.

The initial sphurti of BS 256 is not on the same level as a direct manifestation of Krsna proper to a siddha. BS 256 is discussing sadhana. Sadhana krama.

The sphurti of Krsna for a siddha is that He, Krsna, actually appears.

The initial sphurti is something else.

And it can be explained thus: by chanting the name, the corresponding form of Krsna becomes progressively present to consciousness, until the sadhaka no longer experiences the name as separate from the form It signifies.

As the remembrance of nama, rupa, guna, seva, lila intensifies and progresses from smarana to dharana, etc., the corresponding sphurti also intensifies.

The sphurti of initial stages is not the same sphurti of a siddha.

Sphurthi of nistha, ruci and asakti, which are part of sadhana bhakti, is not the same sphurti that occurs in bhava (bhava-bhakti).

Sphūrti (स्फूर्ति) has several meanings = Manifestation, flash in the mind, inspiration.

Sphurti in initial smarana (nistha) is just an inspiration. And sphurti in anusmrti is a deeper manifestation.

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In Bhakti Sandarbha 256, Sphurti simply means an inspiration and not a full manifestation of Krsna's form and His qualities, associates, service and pastimes.

Sphurti as a full manifestation only occurs in Prema, when the practitioner becomes a Siddha. This is explained in Madhurya Kadambini Eighth Shower of Nectar, when Srila Visvanatha Cakravarti explains Prema.

Srila Visvanatha Cakravarti explains that when Sphurti is full in the Prema stage, Krsna manifests His form, His beauty, nice fragrance, nice voice, His tenderness, nice taste, generosity and compassion.

samyak sphuriteṣv in BS 256 is another thing.

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Bhakti-sandarbha 256 explicitly describes sphurana as something that develops progressively within sadhana itself, rather than something that only appears after bhava.

Jiva Gosvami gives the sequence:

nama rupa guna parikara lila

He says that after the purification of the antahkarana through nama-sravana, rupa becomes capable of manifesting; when rupa has properly manifested, guna-sphurti takes place; and when nama, rupa, guna and parikara have properly manifested, lila-sphurti becomes fully established. 

He then says that this is the reason the sadhana-krama was presented in this way, and that the same principle applies to kirtana and smarana.

That is why I think it fits the characteristics of nistha, ruci and asakti:

In nistha, the mind has become steady in bhajana, so smarana becomes more stable. Since rupa is the first specific manifestation described after purification, rupa-sphurti seems particularly appropriate here.

In ruci, there is a further qualitative deepening of meditation. The manifestation of guna, parikara and ultimately seva becomes increasingly prominent. This fits ruci because ruci is characterized by a positive attraction to the specific practices and objects of bhakti, rather than merely steadiness in them.

In asakti, the attraction has become attached to the object of bhakti itself. At this point, the various elements - nama, rupa, guna, parikara and seva - are no longer experienced as isolated items, but increasingly converge within the living context of lila. Therefore lila-sphurti fits particularly well with asakti.

The important basis for this interpretation is that BS 256 itself speaks of "sphurana" and explicitly places that progressive manifestation within the "sadhana-krama." 

The correspondence with nistha -> ruci -> asakti is therefore an interpretive correlation based on the characteristics of those stages.

Because the sphurti of rupa in nistha fits well with the characteristics of the nistha phase.

Because the sphurti of guna, parikara, and seva in ruci fits well with the characteristics of the ruci phase.

Because the sphurti of lila in asakti fits well with the characteristics of the asakti phase.

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That is to say, meditation on nama, rupa, guna, parikara, seva, and lila begins in bhajana kriya - nistha.

However, the sphurtis occur gradually as the sadhaka progresses through the different stages.

That is to say:

A sadhaka in nistha meditates on nama, rupa, guna, parikara, seva, and lila. But his/her strongest meditation through sphurtis is on nama and rupa. (Smarana)

A sadhaka in ruci meditates on nama, rupa, guna, parikara, seva, lila. But his/her strongest meditation through sphurtis is on nama, rupa, guna, parikara, seva. (Dharana)

A sadhaka in asakti meditates on nama, rupa, guna, parikara, seva, lila. And here his/her strongest meditation through sphurtis is on all these items. (Anusmrti)